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domingo, 15 de agosto de 2010

Como se arrumar em 30 min


Quanto tempo uma mulher precisa para se arrumar? Depende do caso.

Se for para ir até um barzinho ou cinema, em torno de 1h30min para banho, roupa, sapato e maquiagem.

Se for para uma balada, de um a dois dias, pois a preparação requer um salão de beleza para cabelos e unhas e uma volta no shopping para achar roupa e sapato ideais.

Se for para um casamento, uma ou duas semanas para encontrar o vestido longo, o sapato perfeito, as jóias que combinam e uma vaga no excelente cabelereiro para penteado, maquiagem e unhas.

E se for para sair com o Hebert para chegar às 21h num pub que depois das 22h fica lotado no sábado à noite? Trinta minutos. Esse foi o tempo recorde para entrar em desespero.

Quem assistiu Sexy and City 2 se lembrará da cena onde o quarteto de mulheres tem apenas uma hora para arrumar as malas e sair do hotel para não ter que pagar uma diária de 23 mil dólares.

Nessas horas, odiamos a praticidade masculina. Eles passam em casa, trocam a camisa e o sapato e já estão prontos. Porém, como estávamos de carona e a pessoa disse que queria chegar cedo, tive a difícil missão de comunicar as amigas e monitorar o horário.

19h30min, no meu prédio.

Celular toca:
- Tá pronta? Tô aqui embaixo.
- O quê? Mas eu ainda estou pelada!!!

Só não sai com o sapato na mão para não parecer que meu apartamento estava pegando fogo. Mas vesti correndo um vestido, enfiei o pé no sapato e joguei um sobretudo por cima para passar com alguma dignidade pela portaria do prédio. Debaixo do braço: bolsa, kit de maquiagem, 2 energéticos porque depois dos 30 anos a gente não tem mais aquele pique e um saco de pão de queijo porque nenhum de nós havia jantado.

O cabelo foi secando ao vento.

19h45, dentro do carro.
Saindo de casa, ligo para a primeira amiga.
- Amiga, você está pronta? Já saímos de casa.
- O quê? Você está louca? Estou passando (fritando) bife para as crianças! Elas ainda não jantaram.
- Em 30 min estaremos aí.
- Impossível! Só se eu não tomar banho... É melhor eu ir de táxi. Encontro vocês lá.

19h55min, a caminho da casa da outra amiga.
- Oi!
- Já saímos de casa. Estamos indo para aí...
- O quê? Estou começando a me arrumar agora.
- Então se apresse, estamos chegando.

Não vi, mas imagino o desespero dela.

Enfim, com exceção da amiga que precisou fazer o jantar para os filhos, conseguimos chegar no local às 21h.

É possível ficar pronta em 30 min, mas é odiável!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Enfim, o inverno chegou!


O Ravi odeia, mas nós aqui, de Brasília, adoramos! Este é o segundo dia em que saímos de casa com casaco e jaqueta! Uou!

Tudo bem que não é o frio de -35º do Canadá. Mas esse friozinho gostoso de 12 graus já nos proporciona dormir de edredon, enrolar um lenço ou foulard na garganta, esfregar as mãos e dizer "quero uma xícara de chá quente". Nem é lá essas coisas, mas perecer no calor é muito pior, então estamos naquele clima ideal, gostoso de curtir, tomar vinho e comer fondue. Que os palmenses morram de inveja!

De acordo com o Aurélio (não o dicionário, mas o meu amigo recém-chegado do saara tocantinense), este é o primeiro inverno dele no Planalto Central. Segundo dia de friozinho, lá está ele todo emocionado, enrolado em um cachecol e jaqueta de couro suando que nem um condenado dentro do metrô. Firme e forte, pois é apenas o começo e não dá para perder a pose. Mas, não é preciso desanimar, vai esfriar um pouquinho mais e talvez até dê para usar touca e luvas para quem madruga no serviço.

O bom do frio é que dá para se vestir decentemente, pelo menos no sul, sudeste e centro-oeste do Brasil. No Canadá até dá preguiça de se trocar ou sair de casa com toda aquela nevasca aguardando o indivíduo lá fora. No rigoroso inverno do Canadá, as pessoas parecem bolinhos de algodão com variadas camadas de roupas. Em Brasília, capital do Brasil, a gente enrola uns paninhos no pescoço, calça uma bota legal e joga um sobretudo nas costas. Que país mais feliz!

Até me dei o trabalho de pesquisar os paninhos de pescoço:



Cachecóis tem a função de proteger o pescoço do frio, são mais volumosos, estreitos e compridos. Podem ser de lã, sintético e algodão, mas têm franjas nas pontas. Usa-se dando voltas ou jogado sobre a garganta.

Echarpes são de tecidos leves como chiffon e musseline. Lembram cachecóis, pois são compridos, mas não têm volume e compões looks mais finos.

Xales são peças grandes de algodão em formato retangular ou triangular que servem para proteger todo o colo do frio, com ou sem franjas. O ideal é usar as pontas sobrepostas uma à outra.

Foulard são lenços de seda quadrados, 70x70cm, com ricas estampas. Geralmente usados mais afrouxados em formato triangular para compôr um visual básico ou para dar um charme numa bolsa ou calça. Confira as maneiras mais tradicionais usadas na Europa aqui.

Lenços são menores, 50x50cm, feitos de tecidos moles e estampas diversificadas para enfeite da nuca.

Lenços palestinos inspirados no Keffiyeh árabe estão na moda. Enormes, 105x105cm, com franjas e estampas do oriente médio, são usados como o foulard.

E aqui tem um vídeo da consultora de moda Glória Kalil dando dicas de como usar tudo isso.

Achei tão legal o uso múltiplo dos lenços, e eles não saem de moda, que até me arriscarei a dar um nó na garganta amanhã para ver se me sinto mais charmosa...