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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Resumão do feriadão de 7 de setembro


Sumi devido a alguns acontecimentos.

Antes do feriadão cai do último degrau do ônibus. Não sei como aconteceu, mas quando vi já estava no chão. Pior, no ponto de ônibus lotado em frente a um shopping de Brasília. Fora os passageiros grudados na janela de vidro para ver o que aconteceu e ainda eu sair mancando, está tudo bem. Estou ficando resistente a quedas.

Resolvi viajar no feriado, ir à praia, tomar banho de mar e ver as baleias jubartes. Mas, antes de arrumar minha mala recebi a carta-resposta da Nippon Zaidan. Um cópia da mesma do ano passado: ainda não foi dessa vez.

Quem sabe no ano que vem? Não sei mais. Porém ainda tenho o resultado de uma última bolsa para aguardar ainda neste ano. Enquanto isso, estudo para a prova de proficiência nível básico em japonês com minha kawaii sensei.

Mas, a viagem... Ah, essa valeu a pena apesar de ter aproveitado só dois dias. Consegui a proeza de não me queimar nadinha ao passar protetor solar quatro vezes ao dia. Mas, não escapei do escorregão de joelhos na proa do barco. Gente de terra firme é assim, meio sem equilíbrio. Ao menos não vomitei, fiquei lá na frente lambendo o vento até atracarmos na ilha Siriba, a única das 5 ilhas onde os turistas podem descer para conhecer os atobás. Bichinhos dóceis esses.

Definitivamente sou uma pessoa das montanhas. Comprovei que não gosto mesmo de praia e areia sapecante, mas mergulhar no mar é uma exceção. Fiz o mergulho de batismo em Abrolhos e me deu vontade de fazer o curso de mergulho autônomo para visitar Fernando de Noronha e, quem sabe, a Barreira de Corais na Austrália.

E as baleias são impressionantes. Curiosas, se aproximam do barco. Mas, eu conto sobre elas mais tarde.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

No aconchego do Natal


Consegui chegar a tempo de pegar a ceia de Natal em Barreiras (BA) e confraternizar com minha família. Que alívio! Passar as festas de fim de ano sozinha em Brasília seria depressivo. Mas terei que voltar para Brasília para trabalhar na terça-feira, 29; um imprevisto no meio do meu recesso de trabalho; e ainda voltar a tempo de passar o reveillon na Bahia. Maratona!

Tudo pela família. Neste ano senti falta dela demais. Ainda mais com os sobrinhos crescendo e os priminhos japoneses nascendo. A casa está cheia de crianças e não há final de ano mais gostoso sem esses pequeninos por perto. É interessante vê-los crescendo e descobrindo o mundo.

Descobri que crianças têm medo do mundo. Na verdade, de ficar sozinhas no mundo. E quando se tornam adultos, continuam com medo da solidão.

Acabei de levantar e o Henrique, dois anos, acordou chorando porque estava sozinho, não viu o pai nem a mãe por perto (tia que mora longe não é parente até ele ter uns 5 anos). Eu o compreendo. Uma vez dormi no sofá no meio da tarde e quando acordei, meus pais e irmãs não estavam na casa. Achei que o mundo tinha acabado e só restara eu. A primeira coisa que pensei é se o estoque de bolachas na despensa seria suficiente para eu viver e fiquei com medo de pôr a cara para fora e descobrir um mundo desolado por alguma bomba atômica. Felizmente minha mãe voltou logo, me encontrou com uma cara emburrada (eu tinha sido abandonada), mas logo passou porque estar com eles é confortante.

Bem, a mãe do Henrique estava a uns 5 mts do quarto, logo ali, na sala. Mas essa historinha demonstra bem o sentimento de conforto e proteção que sentimos ao estar perto da família.

Feliz Natal!

domingo, 1 de março de 2009

Esticando as férias ao máximo!


As férias acabaram!

Se eu não soubesse o que me aguarda nesta segunda-feira no trabalho, eu não ficaria tão triste. E, por isso, estou tentando esticá-las ao máximo.

Passei o domingo na estrada de volta para casa, o dia todo. Chegando em Brasília, no final da tarde, liguei para um amigo, o Hebert.

-O que você vai fazer hoje a noite?

-Nada. Por quê?

-Me pega na rodoviária, vamos tomar um vinho?

Enganei bem, ele me pegou na rodoviária, passamos no shopping para comer e acabamos indo jogar sinuca com outro amigo, o Fred (que eu não via há 8 anos). Nós três no Área 51, um bar especializado em sinuca, ouvindo rock'n roll (década de 60 e 70) e tomando água mineral.

Água mineral, isso mesmo. Final de noite, final de festa, final de semana ou final de férias, tudo termina de forma muito estranha. Eles tinham que voltar dirigindo, eu não. Só que eu não sei jogar sinuca! Sou café-com-leite. Então ficamos ali, eles jogando e eu tentando acertar a bola na caçapa. E ainda lembrando de quando nos conhecemos na viagem mais trash que já fiz na vida e dando notícias dos amigos das antigas.

Fred pergunta: Cadê o Eric?

Eu: Casou.

Fred: ... (segundos de silêncio). É mesmo?
-E você casou com aquele...?

Eu: não. Ele casou com outra, tem uma filha e já separou.

Fred: ... (cara de espanto). É mesmo?

Eu: casei e separei, mas com outro. Você não conheceu.

A vida continua. Bem diferente daquela que tínhamos há oito anos quando eu, Eric e Du saímos de Palmas (TO) num feriadão de 7 de setembro rumo a Chapada dos Veadeiros (GO) sem ter a mínima idéia do que nos esperava pela frente.

Três mochilas cargueiros nas costas, uns 50 metros de corda para rapel, mosquetões, cadeirinhas, fitas, uma barraca, fogareiro portátil, saco de dormir, um pouco de granola, café, duas mudas de roupas e uma única toalha de banho para os três. Ou era isso ou os mosquetões. Conforto ou aventura? A vida é realmente uma questão de escolhas.

Nossa viagem já começou com o motorista esquecendo de parar em Alto Paraíso (GO). Ás 6h da manhã fomos largados na rodovia, a 80 km da cidade, para pegar carona de volta. Acabamos chegando em Alto Paraíso e, no embalo, na Vila São Jorge, portal de entrada do Parque Estadual da Chapada dos Veadeiros.

Foi no acampamento do velho Joe, em São Jorge, que conhecemos a família Martins. Eram 4 irmãos, 1 irmã, 1 namorada e 2 amigos de infância. O Fred um dos irmãos; o Hebert, o amigo de infância. A família Martins era o que havia de mais decente no camping, achamos melhor nos juntar a eles para nos protegermos. Nunca vi tanto porra-louca junto num mesmo local, São Jorge não tem policiamento. O povo faz a lei, linchamento. E éramos jovens de cidade pacata, eu estava chocada com a quantidade de brasilienses malucos no local.

Mas, foi uma das melhores viagens que já fiz. Tudo era novidade. Ninguém conhecia pessoas de Palmas, a capital do Estado mais novo da Federação, então ganhávamos carona para todo canto. A única refeição decente era o almoço, comíamos cachorro quente e espetinho à noite. O Eric aprendeu a beber catuaba selvagem com os Martins. O Du acordava cedo todo dia e nos arrastava para mais uma trilha. Conhecemos cachoeiras, águas termais, lojinhas e fizemos muitas bolhas nos pés.

A volta pra casa... essa foi de lascar. Compramos nossa passagem com antecedência, mas houve overbook e, depois de muita discussão, os motoristas acabaram cedendo duas poltronas para nos revezarmos durante a madrugada.

Mas, com os Martins foi pior. O ônibus de excusão que eles pagaram antecipado foi embora sem levar ninguém. Eles ficaram três dias acampados na varanda de um bar esperando dinheiro para voltar para casa.

Depois de oito anos quem é que tem disposição para uma aventura dessa de novo? Ainda bem que fiz isso antes dos 30, pois agora eu quero é cama e conforto. Mas, imagine lembrar de tudo isso tomando água mineral? Se eu tivesse tomado vinho, esse post não teria sido saído.

Definitivamente, já não sou mais a mesma.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Criando um Monstrinho


Eu tenho que dar uma satisfação aos leitores desse blog.

Passei o carnaval achando que estava com berne no pé e que teria pego na trilha que fiz no Tocantins para ver as incrições rupestres há três semanas. Depois de andar horas por uma trilha de deixar qualquer ser desesperado, tirei a bota apertada por 10 minutos para descansar. Então, fui picada no pé por um mosquitão.

Na semana seguinte, logo que cheguei na Bahia, no sábado, bem cedinho, passei na feira e comprei fumo de corda, seguindo a tradição popular. Botei no pé e tampei com bandagem por um dia. No final da tarde, depois da sofrida expremeção da mamãe, arranquei um berne do pé. Que nojo!

Queria ter cortado meu pé fora, se ele não me fosse útil. O Ulisses, de Brasília (DF), queria ver sangue e torcia pela decepação, já que eu não sou jogadora de futebol e nem escrevo com este membro (e ainda poderia concorrer nas vagas de deficiente físico nos concursos públicos).

Mas, havia outra ferida logo abaixo e eu sentia coceira. Passei mais fumo e nada. Passei na farmácia, no domingo, e comprei uma pomada multiuso (antiinflamatório, anti-bacteriana e analgésica) e nada. Fui no postinho de saúde, na segunda-feira, e o médico disse que eu teria que desinchar o pé primeiro para fazer uma incisão e ver se era realmente um berne, mas teria que fazer o procedimento cirúrgico em um hospital.

Se eu abrisse o pé, teria jogado o abadá fora e não pularia o carnaval com minha amiga Janaína. E de qualquer forma, hospital particular decente só na quinta-feira. Fui, como todos sabem, de pé inchado para a avenida, afinal ele não estava doendo. E ainda peguei gripe, me perdi dentro do bloco e fiz amigos na enfermaria e no camarote dos dodóis no trio elétrico.

Eu já estava até pegando amor pelo monstrinho no meu pé, eu dizia que em breve ia parir um berne. E todos me davam receitas malucas.

Minha prima zootecnista de Juazeiro (BA) dizia para eu passar éter, é o que os zootecnistas passam no gado. Ou então creolina. E que se o verme não desmaiasse, tentasse tocar fogo...

Ouvi mil conselhos de gordurinha de porco (toucinho) para atrair o bichano para o bacon. Outros diziam para pingar vela no respiradouro e tentar puxar pra fora. Ou gelo, água quente, álcool, fita crepe, urina etc. De qualquer forma, teria que passar pela situação nojenta e traumática (de novo) de puxar um corpo estranho com minhas próprias mãos. Achei melhor ir no médico, meus amigos estavam tentando me matar.

Hoje consegui ser atendida numa clínica com meu plano de saúde de Brasília, mas só por ser uma urgência. Tive que explicar que eu estava criando um monstro. Na Bahia não há casos de berne, isso é coisa dos Estados do Norte e Centro-Oeste.

-Berne??? O que é isso?

- Um verme gigante, cabeludo, nojento, que te devora por dentro.

O médico ficou curioso. Mandou dizer que ia me atender. Em 29 anos de profissão na Bahia só atendeu dois casos desses. Na primeira vez, ele retirou um bichano de 1,5 cm e quase saiu correndo assustado.

Sentei na maca e me prepararam para o pequeno procedimento cirúrgico. Achei melhor vigiar...

-Você quer mesmo assistir a este procedimento?

-Por que não?

-Acho melhor você deitar (com um olhar suspeito).

Imaginei cenas dos filmes de terror "A Mosca", "A Coisa" e os livros do Stephen King, então achei que realmente era melhor me deitar.

Ahá! Estão pensando que o meu berne já teria uns 5 cm, não é? Então vocês tinham que ter visto a cara de decepção do médico. Nada de bicho. Um pouco de pus e mais nada. Me cortaram a tôa.

Por via das dúvidas, me passou Ivermectina, Cefadroxil e continuar a Nimisulid receitada pelo médico do postinho. Ele acha que foi algum outro inseto que me picou e irritou a pele (viu, Ulisses?). Ufa!

O chato é ficar com o pé enfaixado em estado inicial de mumificação. Mas, quem pensa que eu iria gastar meus últimos dias de férias de molho em casa, se enganou novamente. Depois do almoço, fui descer o Rio de Ondas de bóia com um saco de lixo amarrado no pé.
Um cliente do meu cunhado acha que o verme me abandonou no carnaval durante a folia. Acho que nunca saberemos...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Ressaca de Carnaval


Eu sobrevivi!


E para não dizer que não peguei nada, peguei uma baita gripe neste Carnaval, estou com a garganta doendo e o nariz escorrendo. Entre mortos (um cara infartou e morreu ao lado do trio elétrico no encerramento da folia) e feridos (umas brigas de vez em quando), até que me sai bem, apenas com um pé inchado (e nem foi de cachaça) e a gripe.


Não tenho resistência alguma a chuva de madrugada, sono acumulado e overdose de axé music. Estou ficando velha, já não tenho pique para essas coisas de adolescente. Sobre aquela história de uma vez na vida e outra na morte: mais uma dessa e eu morro! Acho mais seguro voar de paramotor e dar uma de Indiana Jones do que pular seis dias de carnaval na Bahia.


Passei a última noite a base de energético e muita água de coco, já que estou tomando antiinflamatório e não posso beber alcóolicos. Fiquei na avenida até acabar oficialmente o Carnaval, pois Janaína partiria nesta manhã e queria aproveitar até o último momento.


Pena que o encontro dos trios em frente aos camarotes vips não foi como o esperado, nada de misturar os blocos e cantarem juntos a mesma canção. Mas, deu pra ver o sol nascer e assistir, literalmente de camarote, a polícia militar prendendo os encrequeiros de plantão. De cima, com vista privilegiada, tínhamos o panorama de todas as brigas de rua, as discussões de casais, a polícia levando gente e mais gente para o posto policial. Parece que como era último dia, os malandros da cidade que não brigaram, queriam brigar tudo de uma vez. A polícia levava dois, logo atrás vinha outra briga. Só não vi briga de mulher, isso é até engraçado de ver, pois é mais briga verbal (palavrões) e puxões de cabelo. Ganha quem arrancar mais tufos e rasgar melhor a roupa da outra.


A revista corporal para entrar no circuito da folia, o uso de detectores de metais, o policiamento ostensivo e a boa distribuição do público fez com que esse carnaval fosse bem tranquilo em relação aos anos anteriores.


Poxa, esqueci de me despedir da minhas amigas Su e Ju, as enfermeiras do bloco de carnaval que me atenderam todos os dias. Elas foram um amor com todos, atendiam os bêbados com a maior solicitude, até os que iam lá só para encher o saco. Descobri que além de mim, houve mais dois indivíduos que passavam umas duas vezes por noite por lá para usar o spray antiinflamatório. Pena que não nos encontramos para trocar telefones de fisioterapeutas.


Bem, não encontrei a Dalila e não beijei ninguém no bloco. Confesso que fui desanimando no meio da reta, ainda mais depois que fiquei perdida das amigas e da mamãe por uns 30 minutos. Que garota de 28 anos vai pular em bloco com a própria mãe? Só eu, é claro. E ainda se perde...


Bem, amanhã, quinta-feira pós carvanal, já poderei ir ao hospital levar meu pé para passear. Afinal, nesta quarta-feira de cinzas os hospitais devem estar cheios de cachaceiros tomando glicose na veia e médicos mau-humorados de ressaca.
Eu que não vou arriscar entrar com um pé ruim e sair com o sexo mudado...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Carnaval - Pulando no Bloco

Acho que devo uma garrafa de Whisky para o meu cunhado... Já que cerveja me embrulha o estômago. Somando isso com muita água de coco, estou até aprendendo a dançar axé.

Eu ia me enfurnar na chácara da mamãe, na beira do rio, mas usaram meu argumento preferido "Você tem que experimentar isso pelo menos uma vez na vida". Então lá se foi eu e minha amiga Janaína (ela mais animada do que eu, depois eu mais animada do que ela, em seguida ela mais animada de novo) pular o carnaval num bloco de trio elétrico.

Aquele verso de marchinha "Só não vai atrás do trio elétrico quem já morreu" é a mais pura verdade. No nosso bloco tinha cadeirante e uma mulher de aparador com rodinhas. Eles percorriam toda a extensão da corda mais animados do que nós. Era mais perigoso eles nos atropelarem do que qualquer um machucá-los.

Eu com meu pé inchado (literalmente), fiz até amizade com as enfermeiras do posto de plantão no carro de apoio. Ia duas vezes por noite lá aplicar um antiinflamatório em spray. E cada tipo que aparecia na enfermaria... Até agora não entendi porque um rapaz queria tanto enfaixar o braço se não tinha nada nele.

E quando eu não aguentava mais caminhar, era só subir no camarote do trio e apreciar a vista. O local já estava parecendo carro de apoio dos dodóis. Lá em cima conheci uma loirinha com o dedão enfaixado que sem querer jogou cerveja em mim... Ficamos amigas depois.

A estrutura do bloco é muito boa, no carro de apoio tem bar (muitas vezes com bebida mais barata), camarote, enfermaria e banheiros. No meio dos foliões vão os coordenadores do circuito e uma fila de seguranças para manter a ordem e impedir que pessoas que não fazem parte do bloco passem para dentro da corda.

Minha amiga Janaína merece o diploma de Jardineira (para quem não beijou ninguém), apesar do terrorismo da minha irmã, o bloco era muito tranquilo; ninguém saiu correndo, nos cercando e agarrando a força. Haviam muitos casais, mas os solteiros estavam até comportados, era só ignorar as tentativas e tudo seguia tranquilo.
Cansei de procurar a "Dalila" (Ivete Sangalo) e ouvir Janaína dizendo que queria "Beijar na Boca" (Cláudia Leite), os ritz desse carnaval. Já não somos adolescentes, acho que devemos ter cara de senhoras respeitosas (?!!) e entramos na categorias dos não-beijáveis na boca (crianças, velhinhos, bêbados, feios, desdentados, eu e Janaína)...

Criatividade é o que não falta aos foliões, cada um incrementa, recorta e costura seu abadá no modelo que quiser. Tênis ou sandália rasteirinha são o ideal para percorrer dois quilômetros de avenida. Mas legal são os acessórios criativos: perucas coloridas, óculos gigantes, penteados malucos, capacete espaçonal, máscaras etc. Assim se paga mico e ninguém sabe depois quem é.

Não vi brigas de rua e nem consumo de drogas, só um ou outro caindo de vez em quando bêbado e uns ataques de mulheres ciumentas. Mas, todo o circuito foi fechado pela Prefeitura Municipal de Barreiras e as pessoas eram revistados na entrada ou passavam por detector de metais. A Patrulha policial no meio dos foliões também era frequente. Os que não pularam nos blocos, camarotes, sacadas de prédio e arquibancadas, acompanharam os trios da pipoca (sem bloco) que, por sinal, eram os mais animados.

E para terminar a noite e começar bem o dia, acabávamos o circuito num barzinho tomando caldo de qualquer coisa estranha (mocotó, sururu, vaca atolada etc) para depois desmaiar na cama, em casa.
Pular de noite e dormir de dia, isso é a vida por seis dias na Bahia nesta época de folia. E eu admiro aqueles que continuam a bebedeira, durante o dia, nos bares e nas margens do Rio de Ondas.


sábado, 21 de fevereiro de 2009

É só na Bahia...


Eu e Janaína na Bahia. Tem coisas que não me surpreendem mais, mas há outras que conto e as pessoas acham que é piada. E como para minha amiga Janaína tudo aqui é novidade, resolvi calibrar minha capacidade de assombro para contar o que se vê somente aqui na Bahia.

A mensagem é bem clara logo na divisa entre DF e BA: Sorria, você está na Bahia.

Nada de estress, não tenha pressa, leve tudo no bom humor e na alegria. O povo é animado, criativo, alegre, fala alto, bebe muito e faz uns contorcionismos na dança além da nossa capacidade física.

Estou em Barreiras, no oeste do Estado, onde dizem que é o melhor carnaval de interior, onde mora minha família. Por mais que eu venha aqui umas duas ou três vezes por ano, não tinha notado que algumas coisas eram novidades para minha amiga.

Ela quase acreditou que o mendigo louco, sujo e esfarrapado era de verdade, e não um bem humorado professor de psicologia fantasiado. Ela achou engraçado, e um contra-senso, a Polícia Militar andar sisuda, em fila indiana, no meio dos foliões animados, sendo que os cordeiros (os caras que seguram as cordas do blocos) são os trabalhadores que mais se divertem no carnaval.


Ela nunca tinha visto tanta gente numa caminhoneta como a que passou, em frente a um bar badalado, com seis adultos amontoados na cabine. Ela também achou engraçado os rapazes bonitinhos passeando numa piscina improvisada com lona, em cima de uma caminhoneta, usando próteses de dentes tortos (afinal de contas, a finalidade era atrair ou espantar a mulherada?). Mas, deve ser porque ela ainda não viu o famigerado bloco das Negrinhas, onde os homens (assumidos ou não) saem vestidos de mulher.

Ela nunca tinha visto árvore plantada no meio da rua e nem o xampoo e hidratante de quiabo com mandioca para cabelo ruim (isso confesso, nem eu tinha visto). Mas, ficou encantada com os dançarinos bombados em cima do trio elétrico requebrando até o chão, no samba-axé, enquanto a mulherada gritava desvairada como num Clube de Mulheres.

E ficou chocada com a desleal concorrência feminina de barrigueira (microssaias e micro-shorts), pois as vestes sumárias praticamente só escondiam a barriga. Sem contar com a ginga sensual e desleal da mulher baiana. Mulheres do centro-oeste ficam no chinelo.

Mas, tudo isso aí ainda está dentro da normalidade. Até mesmo ir para a chácara e encontrar uma velhinha capengando, bêbada, na estrada. E dois dias depois voltar e encontrar a mesma velhinha, com a mesma roupa, só dois quilômetros mais perto. Talvez estivesse provando a qualidade da cachaça de cada boteco de beira de estrada até chegar em casa, vai saber.

O bom da Bahia, e qualidade do nordeste, é a boa recepção. Onde for, sempre será recebido como um verdadeiro turista. "Ei, bixinha, de onde tu vem?". "Vixi Maria, Nossa Senhora! Seje (sic) bem vinda!".

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

E o Uerê vôou...



Foi meu primeiro vôo fora de um avião.

Sentada em uma cadeirinha (selete), presa ao piloto e ambos suspensos a uma vela de parapente, ligamos o motor. A capacidade é de 16 litros, autonomia de 5 horas, mas o combustível nos daria apenas 20 minutos de alegria. Do alto da Serra do Lajeado, em Palmas (TO), fiz meu primeiro vôo radical num paramotor, parapente com motor.

Levei dois anos para tomar coragem e uma semana enchendo o saco do instrutor de vôo, Eli Ramos, 37 anos, arquiteto e amigo de longa data. O cara quebrou o recorde de altitude com paramotor, chegou a 4.416 metros e ficou em 2º lugar num desses Campeonatos de Manobras (o cara mais alto na foto). Eu queria voar enquanto todo mundo morria de medo das manobras do "louco" Eli.

Mas, ao contrário da mulherada eu queria experimentar a sensação dessas manobras no ar.

A senha era "Uerê vai voar", frase do personagem indígena Uerê, interpretado pelo então ator mirim, Pedro Gabriel, na novela global O Rei do Gado, em 1996. O indiozinho repetia essa frase constantemente quando soube que ia viajar de avião pela primeira vez.

Era só o Eli atender o celular para eu dizer "Uerê vai voaaaaaar!". Mas, havia um grande problema, o equipamento duplo, que permite duas pessoas voarem juntas, estava na revisão. E eu ia embora na segunda-feira, ora pois!

Mas o equipamento chegou no sábado e o Eli me deu apenas 15 minutos para ficar pronta, chamar a Rafaela, arrumar menino (o Ian, filho de 6 anos da minha anfitriã) e uma mochila para sair correndo. Nem deu tempo de pensar em desistir, só fui cair na realidade quando cheguei lá em cima e olhei para a beira do precipício. Será que enlouqueci também?

De um monte de instruções a única coisa que realmente entendi foi "Quando eu disser corre, você corre". E não deu tempo de mais nada, pois meus pés saíram do chão e quando percebi já estava no ar voando com os periquitos.



(Vôo de parapente em Palmas (TO), Serra do Lajeado. Foto: Tairone Carneiro)


"Não parece que você está sonhando?", o Eli dizia sintetizando tudo. Eu, extasiada, só ria, gritava e dizia "De novo!". Duas manobras em espiral, o paramotor desce rodando a mais de mil metros do chão. Adrenalina, adrenalina, adrenalina!!! A sensação de queda é aliviada pela aceleração centrípeta. Me senti o leite na leiteira, sem tampa, que a gente girava só para não vê-lo cair.

Medo de cair de avião? Não dá tempo de pensar em nada, é muito rápido. Acho que também não deve dar tempo de sentir dor.

De lá de cima dá para ver as revoadas dos pássaros (que eu queria seguir), as grotas de água no paredão, as trilhas da Serra, os mirantes onde terminávamos as baladas na adolescência e Palmas plena na imensidão do Lago da UHE de Lajeado - Luís Eduardo Magalhães.

Lá da rampa de decolagem da Serra, só se via o Barbosa monitorando o vôo, a Rafaela filmando tudo no celular e o Ian jogando pedra, tentando acertar a gente...

O vídeo da minha decolagem (o grito é meu):



Eu posei, como disse o Eli, com a desenvoltura de uma jaca madura. Botei o pé no chão e ploft! E Como eu estava presa a ele, e o motor nele, viramos uma massa só. Só faltou a vela cair por cima para ficar mais bonito. Os quero-queros (ave) é que não gostaram muito, pousamos perto do ninho deles. Alguém já levou um rasante de um pássaro?

E por duas noite não consegui dormir direito, fiquei sonhando que estava no ar. Passando por cima das árvores, sentindo o vento, achando que era um passarinho num sonho.

Valeu, Eli! Foi bom demais!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Domingo Gastronômico


Minha dieta foi por água abaixo nesse domingo.

Começou com a Rafaela fazendo panqueca em casa logo cedo. Em seguida fomos para um legítimo churrasco gaúcho na casa dos pais do Gustavo. À tarde passamos por uma sorveteria exótica. E encerramos o dia na Feirinha do Bosque com comidas regionais.

Na casa do Gu, ele era minha referência para apresentar a família para a Rafaela. "Fá, esse é o pai do Gu, a mãe do Gu, o avô do Gu, a irmã do Gu, a tia do Gu, a prima do Gu, o cachorro do Gu...". Só o Gu não apareceu.

Mas, como diz minha amiga, eu conheço as famílias inteiras dos meus amigos e me sinto em casa... Da família da Rafaela conheço até a tia-avó, Dona Edília, de Araguaína (TO). E a Fá diz que por causa disso, meus amigos têm que ficar dando notícias minhas. "Como vai aquela menina japonesa?". "Vai bem, está morando em Brasília". E por aí vai.

Seu Tupi, pai do Gu, me entupiu de picanha, costela, linguiça de frango e frango assado. Nem me deixou lavar a louça, que crime! De lá, juntamos uma parte da Família Nascimento e fomos para uma sorveteria de sabores do Cerrado, filial da Frutos do Cerrado, de Goiânia, (GO).

Então provei picolé de pequi, jatobá, mutamba, milho verde com canela e o melhor de tudo (recomendado "de com força" pela Fá): cajá-manga com sal. O sal é um detalhe que realmente faz a diferença. O picolé vem com um saleiro acompanhando.

Todos têm mesmo o sabor da fruta, com exceção do de jiló. Esse tem gosto de doce de figo e é muito bom.

Não dei conta de provar os outros sabores, mas para se ter uma idéia, o cardápio oferece picolés de araçá, araticum, buriti, café, cagaita, coco de guariroba, gabiroba, gravatá, jaca, jenipapo, mamacadela, melancia, murici e tapioca (mandioca). Qualquer um por R$2.

Bem, fim de tarde em Palmas é na Feira do Bosque, na Pç. da Prefeitura Municipal, uma tradição domingueira.

E não é que depois de quatro anos, o senhorzinho que fazia coxinha de mandioca (R$2) com carne desfiada ainda estava lá? E o mesmo gaúcho que faz cucas (De R$6 a R$9) também, mas agora ele diversificou o produto: pão diet, pão integral, rosca de coco e cucas de vários sabores.

A tradicional paçoca pilada (não chequei preço) continua fazendo sucesso, mas a novidade para mim foi a tapioca nordestina com carne de sol (R$3,5). Eu disse, "Eu sei fazer tapioca em casa". A vendedora rebateu, "Sim, aquela fininha com manteiga, mas não com coco ralado, carne desfiada, queijo e manteiga". Obrigada pela receita!

Pamonha, bolos recheados, empadão goiano, bolinho de milho etc. Jantar em casa para quê? Domingo a cidade inteira está na feirinha.

Tomei conta de menino dos outros, olhei os artesanatos de capim-dourado do Tocantins e no local mais óbvio para encontrar conhecidos, não encontrei ninguém. Mas eu curti muito o domingo-com-a-família-dos-outros. Ainda mais eu, pessoa solitária e com cara de cachorro que caiu da mudança. Todo mundo me adota. E eu continuo feliz!

Ah, doce férias!







sábado, 7 de fevereiro de 2009

Subindo a Serra do Lajeado



Tentei reviver os tempos viris da adolescência neste sábado, mas as articulações e adiposidade já não são mais as mesmas.

Mas eu fui até o fim. Subi, desci e cumpri com o percurso. Fui fazer uma trilha com uns amigos para ver incrições rupestres no paredão da Serra do Lajeado, Tocantins. Estou toda esfolada, arranhada por capim-navalha, picada por mosquito e abelhas, salpicada de urtigas, cheia de roxos, pernas e dedãos doloridos e com as unhas detonadas.

Até parece que briguei com uma onça. A onça mesmo a gente não viu, mas a pegada dela estava bem marcada numa grota d'água. Suspeitamos que ela estava dentro de uma peguena gruta, pois ao entrar e acender a lanterna, ouvimos um rosnado. Por via das dúvidas, foi melhor não mexer.

Gastamos metade do nosso dia tentando encontrar uma forma de atravessar um precipício sem ter que descer muito e ter que subir tudo aquilo novamente. Claro que depois todo mundo queria me matar pela brilhante idéia de seguir a grota. Ainda mais depois de convencer o irredutível Indiana Gu (Gustavo) a mudar de rota.

Com uma bota de trilha emprestada, molhada pela chuva, insuportavelemente suada e ainda meio quilo mais magra pela doação de sangue aos mini e mega-mosquitos, chegamos ao paredão. Tivemos que seguí-lo até o ponto indicado no mapa. Viva o Google Map!

Em alguns pontos críticos tivemos que usar uma corda para descer. E foi numa dessas que me dei mal. Meu pé escorregou e dei com os peitos na parede. Mas, eu tenho airbag! Esfolei apenas barriga e braço. Mas, enquanto o Gustavo ajudava o César a descer pelo mesmo caminho, olhei para trás e não contive um ataque de gargalhadas. Nosso companheiro Tiago dava a volta tranquilamente em volta da pedra que estávamos transpondo. Como não havíamos visto o óbvio??? Mistérios que Indiana Gu nunca soube explicar.

O momento mais emocionante foi o em que o César levou um capote na beira da grota. Ele escorregou nas folhas úmidas, desceu a ribanceira rolando, quicou numa pedra, passou por cima de outra e ainda caiu sentado! Depois disso, pensamos seriamente em amarrar uma cordinha nele para não correr o risco de perdê-lo.
Encontramos as inscrições pré-históricas, são semelhantes às catalogadas em Goiás, mas elas estão ameaçadas pela ação da natureza (sol, chuva e erosão) e pela ação do homem (pixadores e depredadores). Sem um projeto de conservação e visitação monitorada, a única forma de proteção é o sigilo da localização e a dificuldade do acesso.

Haja coragem! Voltamos mais mortos do que vivos. Bambuzais fechados, capins que cortam ao passar, abelhas furiosas, eminência de peçonhentos, (o César quase pisou num escorpião negro), terreno altamente escorregadio e com muitas pedras soltas e a incerteza de estarmos na direção certa.

Um desafio pessoal que quando alcançado dá o maior orgulho de chegar todo fedidão e esfolado em casa.


Hoje vou dormir feliz!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Férias!!!



Estou de férias!!! Estou viajando, a única coisa que sei é que daqui quase um mês eu volto para Brasília, mas o percuso até lá pode ser cheio de surpresas.

Demorei uns três dias para acreditar que ESTOU DE FÉRIAS! Mas, em uma semana já fiz um monte de coisas, menos estudar para o concurso público...

Fiz o faxinão na casa antes de viajar. Não há nada mais desagradável do que chegar saudosa e cansada no doce lar e descobrir que não colocou o lixo para fora antes de sair...

As plantinhas estão recomendadas aos parentes de plantão. A portaria avisada, as contas serão pagas pela internet, telefone e depósito em conta. Tudo checado e com a enorme mala debaixo do braço, fui para o aeroporto.

Destino: Palmas, capital do Estado do Tocantins.

A Glês, Fá e Ian me buscaram no aeroporto, saímos para almoçar e já topamos com mais amigos. Me acomodei na casa da Fá, minha irmã de coração, e me apropriei do notebook do pai dela quando ele o deixa em casa.

Faziam dois anos que não voltava nessa cidade pacata, quente (muito quente) e amistosa. A cada duas ou três quadras um conhecido na esquina e a mesma pergunta "Você voltou?" e a mesma resposta "Não, estou de férias".

Nesse meio tempo, já reuni amigos íntimos na praça, no meio da semana, para relembrar o tempo de adolescente. Bebemos os vinhos bons que compramos e quando eles acabaram, compramos vinho ruim num mercado 24 horas. Passei o segundo dia de ressaca, imprestável.

Já viram ressaca de dois turnos? Ressaca de vinho bom: sutil. Depois vem a ressaca de vinho ruim sobre a outra: lerdeza, sono e enxaqueca. Acordei boa e fiquei ruim no meio da tarde. Mas, eu posso fazer isso ao menos uma vez neste ano, afinal estou de férias.

No outro dia, encontrei os amigos mais velhos, casados, respeitáveis, numa pizzaria. Também passei uma manhã no salão de beleza lendo revistas de fofocas que normalmente não tenho paciência. E como para mim, férias tem que ser aproveitada em toda sua plenitude antes que acabe, arrumei um free lance desafiador.

Agora estou aqui, no norte do país, trabalhando, curtindo os amigos, curtindo as horas de folga e aproveitando o máximo possível os recursos naturais desta cidade.

Mas, o dia seguinte é sempre uma incógnita.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Em Buenos Aires (AR)

Eu fui de 8 a 10/09... e achei que ia passar frio! O clima estava super agradável... um friozinho suportável, andei só com casaquinho, jeans e meia calça. Achei exagerado a forma que os argentinos se vestem... quando olhei pela janela do hotel, achei que ia gear... todo mundo de casaco, cachecol, bota etc. Saí toda equipada, voltei com metade das coisas (casacos, cachecol, luvas etc) nas mãos!

Puerto Madero tem restaurante bacanas, não pude ir ao show de tango (fica para a próxima vez), mas deu para passear na Calle Florida, visitar a Catedral e ver a Casa Rosada num único dia.

No início da Calle Florida, tem um quiosque de atendimento ao turista, eles foram ótimos, entenderam meu portunhol. Me explicaram que haveria uma manifestação da greve dos motoristas de ônibus e caso eu topasse com ela, era para voltar... As ruas estavam bem policiadas e a Casa Rosada com grades de proteção.... mas não topei com a manifestação e foi tranquilo. Tomei muito cuidado com minha bolsa, mas a máquina fotógráfica me denunciava como turista na Calle Florida. Os vendedores de casacos de pele e os cambistas nos abordam na rua. Não dei atenção à eles.

Acho engraçado a falta de paciência nos quiosques e nas cabines de telefones. Eles querem que vc dê o dinheiro trocado. Minha ligação custou R$0,90 e minha menor nota era AR$10,00. O caixa olhou pra mim e perguntou "não tem AR$1,00 ?". Com minha negativa, ele olhou pro céu e disse "Ai, Dios, por que me castigas???"

Pegando a Avenida Libertador no sentido contrário à Calle Florida, fui ao cemitério onde está enterrada Evita Perón, ao Shopping de Designer (que ao lado) e passei no Museu Nacional de Arte, que estava fechado e só abre às 12h30... Atrás do Museu está a Universidade de Direito de Buenos Aires que é linda! Lembra aquelas antigas escolas gregas de filosofia com duas colunas e escadarias imensas...

Amei o ar europeu, com lojas de grifes famosas e arquitetura art decor, e o fato de poder tomar vinho no almoço, à tarde e no jantar!!! Meu estado ébrio era sutilmente constante...

Ai, céus... o céu é o limite? Quero ir pro espaço então....rs