
Ao visitar meu gerente de banco, ele me ofereceu um seguro de vida. Pensei: seguro de vida para quê? Solteira, sem filhos, sozinha... Só se for para cobrir os gastos do meu funeral!
Aí, me ocorreu: será verdade que na hora da morte, a vida passa pela cabeça como num filme?
Nas poucas vezes em que estive com minha vida em risco, ela não passou como um filme. A única coisa que meio veio foi “Então é assim que morrerei? Que estranho (ou que pena)...”. E parou por aí. Talvez porque não era o fim. Só um lembrete do quanto a vida é frágil.
Aí, me ocorreu: será verdade que na hora da morte, a vida passa pela cabeça como num filme?
Nas poucas vezes em que estive com minha vida em risco, ela não passou como um filme. A única coisa que meio veio foi “Então é assim que morrerei? Que estranho (ou que pena)...”. E parou por aí. Talvez porque não era o fim. Só um lembrete do quanto a vida é frágil.
Eu queria mesmo era ver o filme do “depois”.

Pior que essa curiosidade não é só minha. Ontem mesmo um amigo me perguntou pelo MSN se eu iria ao velório dele, pois se sentiria mal se ninguém fosse. Eu o tranqüilizei, ele tem família, pô! Ao menos a família!
Aí, me veio a idéia ridícula e dramática: dá tempo de pensar nas pessoas colocando-as em ordem decrescente de importância para que a mais especial ficasse por último, levando o último suspiro de lembrança?

Ah, e o sonho angelical de morrer dormindo, inesperadamente, sem dor, sofrimento ou despedida? Apenas dormir e deixar de existir... Porém, deixar tudo inacabado, a obra de uma vida!
Mas, como dizem por aí, se soubéssemos o “amanhã”, tiraríamos o sentido da vida. Então, é melhor começar a rodar esse filme de “ontem” logo, aproveitando o hoje sem pena do passado. Estão todos convidados (para reflexão e pro funeral, seja quando for)!