
Bem, na Bahia não pode faltar a fruta agreste mais popular de todas, o COCO. Muito popular, os olhos puxados saltaram com alegria ao reconhecer, enfim, algo saboroso.
Prima:
- Olha, coco! Quanto custa?
Vendedor 1:
-R$1,00.
Prima:
-Nossa que barato, na praia custa R$3,00. Mas, olha, ali tem uns maiores.
Menos de 3 metros de distância depois.
Prima:
-Quanto está o coco?
Vendedor 2:
-R$0,50
Volto lá no primeiro vendedor, a pedido de uma prima desconfiada, e pergunto o preço para desencargo de consciência. Ele me diz:
-R$ 0,50
A fama de japonês por aqui é de quem tem muito dinheiro. Por via das dúvidas, nós, os locais, vamos na frente e para perguntar.
Mas, às vezes a falta do sotaque (ou excesso) na hora de falar pode confundir os ouvidos, ainda mais com coisas que não são muito comuns no dia-a-dia do baiano do interior.

-Hã?
-Champingon.
-Bolacha Champagne?
-Não, cogumelos.
-O quê?
-Cogumelos! (fazendo gestos com as mãos)
-Ah, tem não.
-E Toddy?
-Fia, olha lá no fundo!
Alguns minutos depois, a moça volta:
-Tem Nescau.
-Ah, tá. Obrigada.
Cinco mercadinhos depois, nos rendemos ao palmito e Nescau e voltamos para casa. Mas, acredito que os convecerei a entrar no cardápio baiano. Nem passamos ainda pelo acarajé, vatapá, mocotó, buchada...